Ah! Não pude deixar de fazer tais comparações.
Saiu em notícia na Piniweb, nessa terça-feira, 12 de abril de 2011, que a cidade de Paris já aprovou um projeto modificativo de sua legislação edilícia. O modificativo permite a construção de edifícios com mais de 37 andares. Esse era o gabarito que existia, a fim de delimitar a torre Eiffel como o teto da cidade.
O mais curioso é que a modificação foi aprovada para a construção de um edifício em particular. Trata-se da "Tour Triangle", edifício totalmente envidraçado, em forma de pirâmide, projetado pelo escritório de arquitetura suíço Herzog & De Meuron para uma área do Parque de Exposições da Porte de Versailles.
Sem querer parecer reacionário, me parece uma péssima ideia. Não vi nesse projeto nada que o fizesse se destacar, com a exceção de ser envidraçado. E de estar em Paris, obviamente.
Mas queria fazer uma comparação com uma história que foi muito comentada alguns anos atras, referente a uma notícia muito parecida. O Maharishi Tower era uma sandice da cabeça de Mário Garnero, o pai-de-playboy-empresário, e de Maharishi Yogi, mentor de alguns artistas e figuraça da cultura pop.
Era uma torre que faria referência à cultura hindu (algo a ver com o Brasil?). Teria mais de 500 metros de altura (na época a maior do mundo) e ficaria no lugar onde hoje se encontra o bairro do Pari.
Claro que essa bobeira não foi pra frente - e hoje chega a ser engraçado lembrar dessa história. Inclusive, aqui também houve tentativa de modificar a legislação. Como a história se repete!
A diferença fundamental, penso eu, não está na primeira parte do título (Paris x São Paulo). Mas na segunda. A torre parisiense tem como projetista a dupla da moda, que roda o mundo a projetar obras de destaque geográfico, econômico e urbano. Do outro lado, a torre paulista-hindu tinha por trás o escritório do falecido sr. Minoru Yamazaki, famoso por ter falido o modernismo (aqui e aqui) e ser humilhado por Bin Laden (que aliás chegou a ser seu contratante - mas isso é outra história).
Ah! Eu não gosto de nenhuma das duas.
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Começa assim com um prédio aqui, outro ali... 'Influenciados pelas influencia' dessa dupla de arquitetos estrelinhas... Mas cara, imagino em alguns anos Paris sem a vista da torre Eiffel. Imagina! Acho um prejuízo enorme. Talvez não financeiro, pois pra alguns empresários (e arquitetos) esse boom de edifícios altos será ótimo, claro. Mas prejuízo em todos os outros sentidos.
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