Associação, Conselho e Sindicato: 3 coisas completamente diferentes.
Associação é uma coletividade de profissionais, da qual cada profissional escolhe participar.
Conselho é o órgão fiscalizador da profissão, que toda profissão regulamentada possui. É uma autarquia federal. Cada profissional que exerce a profissão deve contribuir e se submeter ao Conselho.
Sindicato é uma agremiação, cuja contribuição é obrigatória pela Lei caso o profissional esteja exercendo atividade ou esteja registrado no Conselho de classe. Essa obrigação independe da vontade do profissional ou do sindicato. Provém da CLT de 1943.
O pagamento da contribuição sindical não implica em sua associação ao sindicato. São duas coisas diferentes. Quem quer, pode se associar e ter vantagens adicionais, como desconto na compra de Normas Técnicas, por exemplo.
Participar?
Eu sou associado à Associação do Engenheiros e Arquitetos de Pirassununga, ao Conselho CAU-BR (óbvio) e ao Sindicado dos Arquitetos do Estado de São Paulo (SASP). Por quê? A Associação é o órgão que congrega os profissionais da região, portanto conjuntamente lutamos para adotar honorários mais justos e combater os profissionais "canetinhas", temos uma sede que funciona como local de reuniões e palestras, organizam vans para ir aos eventos na capital, etc. Também é um órgão que debate com a Prefeitura da cidade, questiona as obras públicas, pensa o desenvolvimento da região. Ao Conselho, óbvio que me associo, pois milito na profissão e faço questão que haja fiscalização, para que os maus profissionais (e os NÃO-profissionais) não concorram conosco, que trabalhamos de acordo com nossa formação. O Conselho é novo, está sendo tocado por caras muito esforçados e aparentemente sérios, todos COLEGAS nossos, já que não nos dispomos a fazê-lo. Finalmente, sou sócio do Sindicato também, mesmo não sendo obrigado (funcionário público não precisa). Acredito no poder de negociação do Sindicato enquanto entidade, apesar que a maioria dos sindicatos estão na mão de centrais que não representam o trabalhador (como a Força, por exemplo). Mas o SASP, felizmente, é um dos sindicatos combativos dentro da CUT. Felizmente nossa categoria possui indivíduos muito comprometidos com a evolução da profissão, a unicidade da arquitetura e urbanismo e conscientes da falta de qualidade da formação acadêmica e consequente sobra de profissionais no mercado. É um momento delicado na história da profissão no Brasil. As Uniban's da vida (que conhecemos muito bem) estão loucas para abrir cursos de 3 ou 4 anos de "Paisagismo", "Urbanismo", "Projeto de Arquitetura" e mais um monte de besteiras. Já foi uma grande perda a autorização de cursos de "Design" (no caso, de objetos). Enfim, o individualismo - que permeia todas as relações sociais hoje em dia - não pode ser transposto para a prática profissional, ainda mais em uma profissão tão bela quanto a nossa. Pois a tendência é a compartimentação e a consequente desvalorização do profissional enquanto ser pensante.
Compreendo as críticas, especialmente quanto a desatualização do modelo. Seria bem legal se a organização profissional fosse algo mais simples, mais combativo. Mas isso é proposição, as pessoas precisam escrever as propostas de um novo modelo! Ou participar, para mudar "por dentro" cada uma dessas instituições.
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