O organizador do livro é o professor Paulo Cesar Xavier Pereira, da FAU-USP, tendo como colaboradores Rodrigo Hidalgo (PUC-Chile), Sonia Vidal Koppmann, e a professora Sandra Lencioni, do DG-FFLCH-USP. Trata de um tema que me incomoda demais: a forte influência dos negócios imobiliários na produção (e transformação, como no título) do território e por consequência da sociedade, nas cidade latino-americanas. O cartaz de divulgação é muito feliz, com o mapa do continente de um lado, visto ao contrário do que costumamos ver, e um skyline do outro lado, igualmente invertido.
Conheço razoavelmente essa dinâmica na cidade de São Paulo, por experiências profissionais e observações empíricas. Vou adquirir esse livro em breve e verificar o que os pesquisadores dizem sobre as outras metrópoles da América Latina.
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Conversa organizada pela AGB sobre atribuições profissionais dos geógrafos, dia 30 de setembro!
Com a presença da professora Simone Scifoni (representante da Geografia no CREA-SP) e com um representante da Aprogeo-SP, será discutida a nova resolução que trata das atribuições profissionais dos profissionais vinculados ao sistema CONFEA / CREA. Agora que nós, arquitetos, estamos saindo do sistema, o CONFEA resolveu se mobilizar, atualizar suas regras (seja normativa ou seja legal) e sua gestão. No entanto, os engenheiros - como sempre - estão organizando tudo à sua moda. Entre os prejudicados, está a categoria dos geógrafos. Uma atribuição histórica dessa profissão é a cartografia, sistemática ou temática. E essa atribuição passa aos engenheiros cartógrafos, segundo uma revisão da Resolução 1010/2005, a ser lançada em janeiro de 2012 após a saída dos arquitetos do sistema.
Entendo que para a engenharia cartográfica o objeto de trabalho seja o desenvolvimento de métodos e equipamentos para dar suporte à atividade cartográfica. E não a cartografia propriamente dita. Ou seja, é um equívoco muito grande permitir que esse profissional seja o responsável pelo FIM, quando deveria estudar exclusivamente o MEIO. É uma inversão de conceitos, típica do CONFEA, que faz isso intencionalmente.
Minha sugestão aos geógrafos? Mobilizem-se e criem seu próprio conselho.
Seguem os dados:
data: 30 de setembro de 2011
horário: das 18h às 19h30
local: Sala 09 no Depto de Geografia/FFLCH/USP
Av. Prof. Luciano Gualberto, s/n, Cidade Universitária, São Paulo/SP
Organização:
AGB-São Paulo - Associação dos Geógrafos Brasileiros - Seção Local São Paulo
Aprogeo-SP - Associação Profissional de Geógrafos no Estado de São Paulo
CEGE - Centro de Estudos Geográficos Capistrano de Abreu
Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo
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Debate sobre o clima. Telhados Brancos: problema ou solução? Dia 10 de outubro!
Pauta - Telhados Brancos: Problema ou Solução?
Local: Câmara Municipal de São Paulo - Viaduto Jacareí, 100 1º andar - Plenário 1º de maio.
Data: 10 de outubro das 9 às 14h
Organizado pelo vereador Goulart, como parte das discussões a respeito do projeto de lei de aplicação dos telhados brancos no município de São Paulo. Antes de tudo, parabenizo o vereador, por gastar sua verba de gabinete com a real finalidade: discutir com a população os assuntos de interesse do mandato.
Com relação aos telhados brancos, há dois grupos: os defensores da ideia, embasados pela redução de consumo de energia que os telhados brancos proporcionariam; e os opositores, que consideram a lei inócua e até prejudicial (economicamente e ambientalmente).
Os defensores acreditam que a redução do consumo, causada pela maior capacidade de reflexão da cor branca, seria importante e chegam a acreditar que poderiam combater as "ilhas de calor" da cidade. É parcialmente verdade, pois as ilhas de calor são causadas não somente pelas cores, mas também pela geometria, rugosidade e muito outros fatores que não seriam alterados pela nova lei. Por outro lado, com absoluta segurança posso afirmar que a necessidade de refrigeração da edificação com telhado branco é menor que da edificação com telhado convencional.
Os opositores tem uma lista de motivos pra manterem a posição. Basicamente, que a ação é inócua em termos urbanos e que o custo econômico não compensa. Em partes é verdade: o custo para trocar os telhados seria muito alto - mas para novas edificações isso não faz diferença. Outro argumento é sobre a lixiviação da tinta. Isso é uma bobeira: as tintas modernas tem maior resistência e determinadas telhas possuem tintas cuja degradação é imensurável. Esses opositores tem um sítio na internet, para tratar da mentira que é o aquecimento global. Isso é oooooutro assunto, mas é interessante e deixo aqui o link.
Considerando os dois lados, me parece uma solução interessante para as novas edificações. Porém ainda há muito o que fazer para reduzir o consumo de energia e melhorar as condições ambientais das edificações.



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