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domingo, 13 de março de 2011

Arte, Função e Forma

Refletindo sobre a arquitetura contemporânea, conclui ser impossível determinar se há predominância da função ou da forma na composição projetual.
Na arquitetura contemporânea se destacam, por um lado, a favor da forma, os "arquitetos-espetáculo", como Frank Gehry e os deconstrutivistas. Por outro lado, há os "arquitetos-verdes", que priorizam o funcionamento do prédio em detrimento da concepção espacial.
Será possível adotar um caminho intermediário na Arquitetura, sem perder o caráter de arte, mas ao mesmo tempo atender à demanda social por "sustentabilidade"?
Muito difícil responder.
Particularmente não gosto do resultado final das obras deconstrutivistas, mas é uma alternativa artística com base teórica e conceitual.
O resultado das obras "verdes" (que no mundo atual são a única alternativa politicamente correta - e comercialmente interessantes, entre nós) são muito pouco expressivas no aspecto formal.
Então pergunto.
Haveria outro "movimento", organizado ou não, que responda ao problema artístico da arquitetura de hoje em dia?

2 comentários:

  1. Acho que com o tempo e o desenvolvimento da tecnologia sustentável teremos mais alternativas de projeto e conseguiremos mesclar o útil e o belo! Por enquanto ainda é complicado. Se o arquiteto escolhe utilizar o material ecologicamente correto, a tecnologia verde, e projeta totalmente voltado para esse lado (incluindo orientação das aberturas, inclinação da cobertura, circulação...), é difícil atingir um resultado considerado bonito (para os tempos atuais).

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  2. Talvez o tempo reúna os verdes em um padrão considerado belo. Tentei contrapor, como "movimento", ao Deconstrutivismo. Mas acho que somente o tempo poderá responder.
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    Talvez eu devesse abordar a crítica arquitetônica, que não promove um debate maior, onde essas questões devem ser discutidas. Pelo menos no Brasil estamos fracos nesse sentido.

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