O SENAC-SP está promovendo um simpósio no qual o tema principal é o tratamento dos espaços atingidos por desastres, com o título Extremos: Arquitetura e Emergência. É um bom momento, frente às anuais necessidades de mobilização motivadas por décadas de omissão. Vimos acontecer, anualmente, grandes deslizamentos (em Niterói, Santa Catarina, São Paulo), enchentes históricas (São Paulo, norte fluminense, Rio Grande do Sul), rompimento de barragens (Alagoas, Minas e Rio), obras bilionárias com efeitos prejudiciais (Rio Tietê). Já tive oportunidade de escrever uma sequência de posts sobre o assunto (aqui, aqui, aqui e aqui). E tentei, sem sucesso, levar o tema à debate no IAB-SP, como se pode ver aqui.
Portanto considero muito oportuno debater esse tema, mesmo sem nenhuma emergência catastrófica de grandes proporções no momento. É importante reforçar que há, sim, várias emergências no momento, mas em escala menor, causada por décadas de omissão do poder público e ocupações precárias florescendo à luz do dia em velocidade preocupante. Essa realidade não para: apenas deslocou-se o vetor de crescimento das cidades centrais das metrópoles para as cidades circundantes. E o próximo passo serão as cidades médias do interior (se é que já não sofrem por isso).
Altamente recomendável. Espero que publiquem os anais do evento.

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