Morei muito anos na periferia excludente de São Paulo, que não concentra os aspectos citadinos que fazem dessa capital uma cidade famosa e rica (a gastronomia, opções culturais, eventos, etc). Mas ainda assim tive experiências de vida singulares, possíveis apenas nessa grande metrópole. Por isso gosto de lá.
Mas não vejo motivos para comemorar o aniversário da cidade. A sociedade paulista (e paulistana) está dividida. De um lado, uma maioria preconceituosa e egoísta, que enxerga as outras pessoas como inimigos em potencial. De outro lado, uma minoria indignada.
Como alguém pode concordar com as recentes situações de opressão? A política sanitarista do desprezível Kassab, a vigilância anti questionamentos do reitor Rodas, o militarismo do picolé de chuchu, a especulação imobiliária das construtoras, a passividade da juventude, a elitização dos espaços, a violência dos bandidos, o despreparo das polícias, a privatização do espaço público, o transporte ineficaz e caro?
A maioria concorda com essa opressão! Ignoram nossos argumentos baseados em fatos históricos, apoiados em autores reconhecidos no Brasil e no mundo.
Onde foi parar a sensibilidade, o altruísmo e a compaixão da gente paulista?

Quero fazer uma ressalva: acho que há uma MAIORIA que está na merda; e uma MINORIA, que não está. Nessa MINORIA, a MAIORIA tem esse perfil preconceituoso e uma MINORIA que está indignada e esperneando.
ResponderExcluirJá na MAIORIA que está na roça, tem de tudo, mas no fim são eles que tomam na cabeça, independentemente da filiação.
E São Paulo não é uma cidade morta: é cidade zumbi: CÉÉÉÉÉREBROOOO! cada um cuide do seu, senão...
Concordo, mestre Enrico. Sua ressalva descreve melhor a realidade.
ResponderExcluirFico feliz com sua concordância, não precisarei utilizar a PM para trazê-lo à luz, hahaha!
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